Arquivo da tag: software livre

Archlinux – PKGSTATS

Pessoal,

Seguem alguns resultados interessantes do pkgstatus. Nós ainda vamos,
claro, trabalhar nisso e gerar outras estatísticas. Além disso,
faremos uma limpeza em pacotes não usados.

* extra e community possuem tamanho parecido
* foram submetidos mais de 1200 status desde sexta-feira
* o tamanho das instalações variam de 126 até 2800
* 1/4 usa x86_64
* Quase 70% dos pacotes são do [extra]
* Apenas 7% são instalados do [community] e uma quantidade parecida
nem está nos repositórios oficiais (talvez os TU estejam trabalhando
em pacotes errados?)
* Cerca de 2% do extra não é usado por ninguém
* Cerca de 3% do community não é usado por ninguém
* Cerca de 20% dos usuários (incluindo 3/4 dos i686) usam pacotes lib32. oO
* Existem vários pacotes que raramente são usados, em todos os
repositórios (faremos uma boa limpeza)
* O kdemod-kdelibs está instalado em cerca de 14%, enquanto o kdelibs
mesmo está instalado em cerca de 34% (ótimo sinal para o KDEMOD, se
levarmos em conta que ele não é oficial e precisa de passos adicionais
para ser instalado)

O resultado parcial se encontra aqui:
http://www.archlinux.de/?page=PackageStatistics

Existe uma base de dados reduzida, para quem quiser brincar com SQL e
gerar estatísticas, aqui:
http://users.archlinux.de/~pierre/tmp/pkgdb-stripped.sql.gz

Existem algumas outras páginas interessantes aqui:
http://www.archlinux.de/?page=MirrorStatus
http://www.archlinux.de/?page=ArchitectureDifferences

Quem quiser acompanhar a thread oficial, visite o endereço:
http://archlinux.org/pipermail/arch-dev-public/2008-November/009179.html

Abraços.


Hugo Doria
Administrador de Redes e Sistemas
Desenvolvedor do Arch Linux
http://hugodoria.org
http://blog.hugodoria.org

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Encontro de Educação e Inclusão Digital com Software Livre

Encontro de Educação e Inclusão Digital com Software Livre

Reconhecendo a importância da utilização de Softwares Livres no processo Educacional, seja este popular ou formal, o CESoL-CE apresentará o I Encontro de Educação e Inclusão Digital com Software Livre como forma de viabilizar/potencializar os debates de utilização do Software Livre em projetos sociais e escolas.

Durante o evento, o evento convidará renomados pensadores/cientistas da área para participarem de mesas-redondas e palestras sobre o tema. Porém o evento não ficará restrito a convidados e a comunidade poderá submeter casos/trabalhos através da chamada de trabalhos.

O evento acontecerá todos os dias durante a semana do CESoL com apresentação de aproximadamente 10 palestras, 3 mesas-redondas e algumas oficinas/mini-cursos sobre o tema.

Após o evento, a organização disponibilizará o documento “Diretrizes de Educação e Inclusão Digital com Software Livre” que servirá de base para futuras ações e projetos que tiverem interesse em implementar. Para mais informações, entre em contato com a organização do CESoL pelo e-mail: cesol[at]lia.ufc.br

Tenda de Inclusão Digital

Com o objetivo de gerar debate, conteúdo e criatividade entre os participantes do evento, estaremos disponibilizando computadores conectados à Internet e espaços para debates e oficinas gratuitas durante todo o evento.

A programação da Tenda de Inclusão Digital será feita sob-demanda, ou seja, teremos uma grade inicial montada pelo Projeto Casa Brasil, mas caso algum participante tenha interesse em fazer um debate ou apresentar uma oficina, basta procurar o coordenador/a da tenda e inscrever sua palestra/oficina nos horários disponíveis.

Dessa forma, a organização criará espaços para que os patricipantes tenham uma participação ativa no processo de construção do evento, proporcionando um espaço, além das palestras e mini-cursos oficiais do evento, para debates e oficinas sobre Cultura Digital.

Espaço Educacional

Durante o Encontro a organização também disponibilizará um laboratório com diversos softwares livres educacionais, ambiente que servirá para realização de experiências e troca de idéias. O espaço contará com a presença de um dos coordenadores do projeto Software Livre Educacional, Frederico Guimarães, que atuará como tutor dos interessados em utilizar estes softwares.

O Espaço Educacional pretende ainda ser palco para apresentação de trabalhos na área de Educação e Inclusão Digital. Desta forma, instituições de ensino, pesquisadores, educadores e estudantes estão convidados a trazer material para apresentação durante o encontro, que representa uma excelente oportunidade para a construção de um projeto colaborativo.

Vale ressaltar que, assim como na Tenda de Inclusão Digital, o Espaço Educacional também poderá contar com oficinas sob demanda, ou seja, caso algum participante deseje mostrar um projeto ou software educacional que desenvolveu basta procurar o tutor e agendar.

GELSoL – Grupo de Estudos de Linux e Software Livre

Realização

Organização

Departamento
de Computação da UFC

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Geert Lovink – Uma alma-sebosa, mas ligado…

O melhor comentario sobre ele ta na lista do descentro.org postado pelo Tiago Novaes: {Pois eh, um liberal. Um evolucionista de “short-term solution”, fraco “content provider”… só mesmo usando os termos dele para descrever sua posição claramente pró gênio, regado a “mérito”, calcado em pioneirismo dentro da perspectiva capitalista de avanço inevitável das indústrias culturais. Pouco importa a pessoa do geert, mas esse pensamento, que ele não assume decadente, está sim diante de uma força política impensável desde a formulação das sociedades disciplinares: estamos falando de bens imateriais abundantes em uma sociedade fundada sobre valores de bens escassos, e só isso basta pra pensar que os resultados dessa contradição não estão ao alcance nem dos mecanismos novos vigilância nem do controle das sociedades industrializadas. Concordo que é difícil dizer sobre o futuro desse embate, mas entre os fronts apresentados, acho que está claro onde se situa geert e nosostros.}

Entrevista da Revista Epoca – 14/05/2008 – 17:54 | Edição nº 521

“Faço campanha contra o Google”

Por que o ativista da era digital combate uma das empresas mais inovadoras da era da internet

Peter Moon

A internet é uma debutante. Faz 15 anos que seu acesso foi liberado ao público mundial. Mas ela está longe da maturidade. Para o estudioso holandês Geert Lovink, de 48 anos, um dos principais ativistas europeus da cultura digital, a web está mudando rápido. À medida que seu acesso se democratiza, ela se liberta dos valores de seus criadores no Vale do Silício para refletir as diversas realidades da humanidade. Professor da Universidade de Amsterdã, Lovink dá boas-vindas às novas webs nacionais. A primeira é a chinesa, marcada pela censura. Mas Lovink aposta numa versão brasileira, outra indiana e uma africana. O único risco é o monopólio do Google, bem diante de nossos olhos.

ENTREVISTA
Geert Lovink
QUEM É
É professor de Novas Mídias da Universidade de Amsterdã

O QUE FAZ
Fundou e dirige o Instituto de Culturas da Rede (http://networkcultures.org), também em Amsterdã

O QUE PUBLICOU
Dark Fiber (Fibra Escura, 2002), Uncanny Networks (Redes Intrigantes, 2002), My First Recession (Minha Primeira Recessão, 2003) e Zero Coments (Zero Comentários, 2007)

ÉPOCA – Qual é o mal da internet?
Geert Lovink –
Estou preocupado com o surgimento do monopólio do Google. Está acontecendo diante de nossos olhos e não estamos fazendo nada contra isso. Estamos trocando o monopólio da Microsoft pelo do Google. Minha prioridade aqui na Holanda é fazer campanha contra o Google, convencer as pessoas a usar sites de busca alternativos e manter seus provedores de correio eletrônico, e não usar o Gmail.

ÉPOCAO domínio da Microsoft se dá pelos PCs. Mas o do Google é virtual.
Lovink –
Sim. Por isso monopólio não é a melhor palavra. A expressão correta é hegemonia, uma hegemonia tecnológica em que a infra-estrutura que usamos pertence ao Google. Isso é evidente entre os brasileiros, os maiores usuários do Orkut, a rede social da empresa. Quando se usa o Gmail ou o Orkut, todos os seus dados se tornam mercadoria de uma única empresa.

ÉPOCA – Quais são as grandes mudanças da cultura digital nos últimos anos?
Lovink –
A web 2.0 com suas redes sociais e um afastamento dos países ocidentais. Não vejo as duas coisas como separadas. Para mim, são uma só. A maioria dos profissionais ainda está antenada no que acontece no Vale do Silício. É preciso ampliar os horizontes. Na próxima fase da internet, não será mais possível pegar as idéias da Califórnia e adotá-las em todo o mundo. No caso dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), não se trata de adaptar, mas de criar culturas digitais distintas.

ÉPOCA – Quando veio ao Brasil em 2005, percebeu algum traço característico dos usuários de computadores daqui?
Lovink – Sim, é bastante óbvio que na cultura brasileira a ênfase sai da produção tradicional de software para um uso abrangente da multimídia. No Brasil, as pessoas não se iniciam na cultura digital aprendendo Linux, mas copiando músicas e produzindo conteúdo. É uma abordagem totalmente diferente.

ÉPOCA – Os 22,7 milhões de usuários residenciais de internet no Brasil permaneceram em média 23 horas e 51 minutos on-line em março, um recorde mundial, à frente dos franceses (21 horas e 30 minutos) e americanos (20 horas e 24 minutos). O que significa isso?
Lovink –
Não entendo isso como algo bom. Muito provavelmente se deve às circunstâncias sociais, quando não se tem condições de sair de casa. Gastar muito tempo on-line em redes de relacionamento também não é um sinal de socialização. Está provado que a internet não aumenta a inclusão social.

ÉPOCA – Em Zero Comments (Zero Comentários), o senhor critica a idéia de que a web veio mudar o mundo. Por quê? Lovink – Um dos problemas da educação no século XX foi a separação entre as ciências exatas e as humanas. Isso se reflete hoje no meio digital, onde os tecnólogos, quem estuda e pensa a internet, não conversam com os engenheiros que a criaram, e vice-versa. É ridículo imaginar que uma tecnologia como a web possa resolver os problemas da sociedade. Não existem soluções técnicas para eles. A internet não vai compensar a queda no nível educacional em todo o mundo. Veja bem, não sou contra a internet. Muito ao contrário, eu adoro a rede. Não estou pregando o fim do mundo. A internet não vai trazer a queda da civilização ocidental. Mas ela é incapaz de lidar com a crise no sistema educacional. Não será um laptop cheio de programas educativos que vai mudar isso. É ingênuo acreditar no contrário.

ÉPOCA – O que acha das redes sociais?
Lovink –
É disso que eu estava falando! Os engenheiros que criaram a web nos anos 90 jamais imaginaram as redes sociais. Só pensavam em comércio eletrônico. Era uma visão muito estreita. Todas as tecnologias que desembocaram nas redes sociais foram criadas por gente diferente daqueles programadores. Para mim, o importante não é saber como será a internet do futuro, mas manter os canais abertos, sobretudo contra a influência das grandes corporações, para que ela possa se desenvolver da forma mais criativa possível. Não existe ninguém no planeta que saiba aonde tudo isso vai parar. É um enorme convite para que os jovens de todo o mundo possam contribuir.

ÉPOCA – E os blogs?
Lovink –
Só na China existem 73 milhões de blogs. É um volume surpreendente. Será que alguém os lê? Não tenho a menor idéia. É o contrário do público da TV, sobre quem se sabe muito. O mundo da web é desconhecido. A internet e a cultura digital se desenvolvem muito mais rápido que a sociedade e suas instituições podem compreender. Quem vai aconselhar os políticos que formulam leis sobre o mundo digital? Quem ensina os jornalistas que escrevem sobre ela? Não tenho respostas para isso. As coisas estão acontecendo mais rápido do que qualquer um é capaz de compreender.

ÉPOCA – Nenhum humano sabe tudo o que acontece na rede, mas as máquinas sabem. Elas censuram 220 milhões de usuários chineses. Esse é nosso futuro?
Lovink –
Dizem que apenas o setor de censura emprega 50 mil pessoas. Não devemos subestimar a China. Devemos prestar atenção nela como um modelo. Tenho certeza de que muitos governos secretamente pensam assim. Agora considere as empresas que ajudaram a China a construir seu sistema de censura. Foram a Cisco, a Microsoft, a Nokia, todas as maiores empresas de tecnologia. Se nós devemos culpar alguém, seriam elas. A China é a faceta mais visível de uma nova tendência, o surgimento das webs nacionais.

ÉPOCA – A globalização da web é um sinônimo do declínio da cultura ocidental?
Lovink –
Não vejo as coisas assim. O fenômeno que vivemos se parece mais com a criação de muitas interfaces comuns, em que diferentes culturas se chocam, interagem e compartilham. Até o momento, a globalização só tem sido compreendida como um projeto americano. Mas não acho que seja o modo correto de olhar para ela. A globalização também está acontecendo entre o Brasil e a Índia, entre a China e a África. Existem muitas correntes de troca de idéias, de mercadorias. O que espero ver, por exemplo, é um acordo entre o Brasil e a África para a criação de um tipo novo de internet, um acordo de onde surja a rede do futuro.

ÉPOCA – Por que o senhor critica os defensores da liberdade de cópia na rede?
Lovink –
Acho que devemos fornecer meios para que a próxima geração da web ganhe dinheiro com ela, possa viver de seu trabalho e de sua criação. O problema é que o pessoal do software livre só pensa em trocar livremente seus programas. Nunca imaginaram como profissionais criativos poderão sobreviver quando nos movermos para uma economia baseada na internet.

Foto: Robert A. Vanwaarden/ÉPOCA

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