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Google Apps fora do ar? e o google sai do ar?

from geek.com.br

08/08/2008 08:08 – 2054 exibições

Confusão bloqueia vida virtual de usuário pagante do aplicativo Google Apps. Problema foi resolvido após alguns dias, mas levanta a questão de dependência dos serviços de uma só empresa e lança dúvidas sobre o modelo “Software as a Service”.

Hoje muitos usuários mantém suas vidas online em produtos da empresa Google. Email, processador de texto online, comunicador instantâneo, calendário online e armazenamento de fotos são apenas alguns dos serviços oferecidos, mas um evento recente levanta a questão da dependência e aposta nas soluções de uma única empresa, ou ainda no armazenamento em um único lugar.

O debate começou com um evento isolado: Nick Saber, presidente da CrossTech Media, voltava do almoço na segunda-feira quando tentou se conectar novamente à sua conta no Gmail. Um aviso mostrou que isto não seria possível, já que sua conta havia sido bloqueada. Por usar um mecanismo único de autenticação, isso significava que Saber estaria sem acesso a qualquer uma das aplicações web da empresa, chamadas Google Apps.

Segundo o blog Boing Boing, o executivo, que pagava por uma conta avançada nos serviços, enviou um email à Google e recebeu como resposta a informação de que uma investigação havia sido realizada sem sucesso e que nenhum outro detalhe poderia ser dado.

O assunto que gerou comoção na web, felizmente teve solução, mesmo que demorada. Em contato com o usuário, a Google explicou que sua conta havia sido bloqueada por questões de segurança e uma cobrança suspeita de US$ 490,30, realizada pelo serviço de pagamento online “Google Checkout”, conforme pode ser lido no blog de Chris Brogan, colega de trabalho de Nick Saber e que cobriu todo o caso em seu site.

Muitos dos leitores do site Gizmodo criticaram a notícia, chamando-a de sensacionalista e afirmando que este foi um caso isolado. Contudo, a preocupação é válida e serve de aviso para que pessoas não depositem toda sua vida em apenas um espaço.

Em janeiro de 2007, por exemplo, noticiamos que alguns usuários do Gmail reclamavam de ter suas contas esvaziadas sem qualquer aviso prévio. Uma investigação posterior da Google revelou que aproximadamente 60 contas haviam sido afetadas e que partes dos dados puderam ser, enfim, restaurados. Na época, alguns sites mais compreensivos alegaram que o Gmail ainda está versão beta e, por isto, erros deste tipo podem ser explicados.

Ainda assim, nossa sugestão de mais de um ano continua a mesma. É possível ativar o recurso POP do Gmail para receber cópias de suas mensagens no computador, para que quando algo assim aconteça o usuário não perca material importante. Quanto aos outros serviços, há também a possibilidade de exportar seu conteúdo para arquivos e programas locais, sem a necessidade de mantê-los apenas no servidor.

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II Simpósio Nacional de Pesquisadores em Cibercultura

O II Simpósio Nacional da ABCIBER – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISADORES EM CIBERCULTURA será realizado na PUC-SP, no período de 10 a 13 de novembro de 2008. Organizado pelo CENCIB – Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica, o evento está estruturado em várias sessões de trabalho – Cerimônia de abertura, mesas de conferência, painéis temáticos (científicos, artísticos e de ciberativismo), Reunião de Conselho Científico Deliberativo, Assembléia Geral (de associados da ABCiber) e noite de lançamento de livros –, e reunirá, em quatro dias consecutivos, no anfiteatro e na Arena do TUCA e no prédio Bandeira de Mello da PUC-SP, inúmeros pesquisadores(as) e alunos de Programas de Pós-Graduação e de Graduação de áreas das Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas de vários Estados brasileiros. O Simpósio cumprirá dupla finalidade: (1) discutir as relações entre tecnologias/redes digitais, cultura contemporânea e reorganização cotidiana do social, da economia e da política no Brasil e no mundo, espelhando, de maneira organizada, panorâmica e profunda, o estado da arte da pesquisa desenvolvida no país nesse campo temático; e (2) dar continuidade ao trabalho de organização institucional e acadêmica da ABCiber, doravante com foco na constituição de seu quadro associativo e na instalação de sua Assembléia Geral.

Em razão da natureza temática do evento e da representatividade da pesquisa desenvolvida no Brasil a respeito, as conferências abrangerão, certamente, [1] releituras reescalonadas de temas clássicos ou há muito conhecidos, [2] revisão e contextualização históricas de conceitos tradicionais e modernos, [3] incursões reflexivas de ponta no âmbito da teoria e da crítica da comunicação, da política e da cultura, [4] descortinamento e análise de objetos, processos e tendências emergentes, próprios da cibercultura e de seu modelo de social, articulado pelo ciberespaço, e [5] desconstrução de mitologias correntes.

Em relação ao I Simpósio Nacional, de 2006, o II Simpósio configura aprofundamento da extensa esfera pública interdisciplinar de discussão coletiva então iniciada e doravante continuamente preocupada em dissecar e esclarecer as tendências tecnológicas majoritárias da civilização contemporânea.

Segundo evento científico inédito e de grande porte no campo da cibercultura, a sua realização constitui passo fundamental para [1] a continuidade da organização seqüencial de congressos da ABCiber e para [2] o desenvolvimento e consolidação dessa Associação científica, em prol do cumprimento de suas metas institucionais e objetivos programáticos e em contribuição ao desenvolvimento científico do país.


OBJETIVOS DO SIMPÓSIO

[1] Fomentar e nuclear, em âmbito nacional, a produção intelectual interdisciplinar no amplo campo de estudos da cibercultura, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.

[2] Reunir pesquisadores(as) de vários Programas de Pós-Graduação, Departamentos de Faculdades e Grupos de Pesquisa brasileiros em torno de uma agenda comum de reflexão sobre temáticas centrais da cena social, política, cultural e tecnológica contemporânea, notadamente intrínsecas ao fenômeno transnacional da cibercultura, encarada de maneira ampla, como categoria de definição ou caracterização da fase hodierna da existência humana, articuladas por tecnologias e redes digitais.

[3] Condicionar a formação de uma esfera pública teórica, epistemológica e/ou metodológica de discussão e transmissão do conhecimento entre professores(as), pesquisadores(as), pós-graduandos(as), alunos de Graduação, especialistas e profissionais interessados(as) na abordagem interdisciplinar de problemas do mundo tecnológico avançado, em especial aqueles atinentes às relações entre comunicação, media interativos, redes digitais, política, cultura e re-organização do social.

[4] Promover a circulação de conhecimento renovado, indagador e questionador no contexto desses intercâmbios científicos e institucionais entre membros(as) ou representantes de Centros, Núcleos e/ou Grupos de Pesquisa.

[5] Contribuir para a diversificação e melhor consolidação, no Brasil, de caminhos reflexivos de compreensão acerca do fenômeno da cibercultura, de suas tendências majoritárias e de seus discursos de celebração.

[6] Fornecer ao público presente subsídios teóricos e conceituais para a formação e/ou desenvolvimento de uma visão abrangente e mais criteriosa a respeito da era tecnológica atual.

[7] Desenvolver conversações interinstitucionais em prol da consolidação, no Brasil, da ABCiber, entidade promotora do evento e fundada no I Simpósio Nacional, com a missão precípua de articular pesquisadores(as), Grupos de Pesquisa e IES para condicionar e fomentar as bases indispensáveis de melhor organização desse campo de estudos, em vínculo privilegiado com a Pós-Graduação.

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Alfândegas dos aeroportos poderão passar a destruir iPods

Re:blogado do Remixtures

A arma secreta da indústria discográfica e cinematográfica para travar por todas as formas a partilha de ficheiros – tanto online como offline – dá pelo nome de “Acordo de Comércio Anti-Contrafacção” (ACTA) e consiste num acordo comercial de âmbito internacional que se encontra a ser negociado entre representantes dos Estados Unidos, Comissão Europeia, Japão, Suiça, Canadá, Austrália, Coreia do Sul, México e Nova Zelândia.

Um dos pontos mais polémicos deste acordo secreto é o facto de conceder autoridade aos funcionários das alfândegas para revistarem computadores portáteis, iPods e outros dispositivos em busca de conteúdos potencialmente ilegais, bem como para confiscar e destruir equipamento sem que tenham sequer de obter uma queixa de um detentor de direitos. Mais ainda, os cartéis da Propriedade Intelectual querem também aplicar sanções criminais – e não apenas civis – a partilha online de ficheiros sem autorização dos titulares de direitos, equiparando-a assim de facto à pirataria com fins comerciais utilizando como justificação o argumento completamente falacioso de que se tratam ambas de práticas que prejudicam de igual modo o detentor de direito.

Para além de todo o processo de negociação da ACTA ter decorrido até agora em total secretismo – e se não fosse uma alma caridosa ter feito chegar anonimamente à Wikileaks o documento da proposta, a opinião pública mundial não teria tido qualquer conhecimento dele -, tudo foi feito de modo a deixar de fora os países periféricos que representam a maioria da população do globo e que seguem políticas que muito desagradam às editoras, estúdios de cinema, farmacêuticas e outras indústrias que dependem dos direitos de autor e das patentes.

A última reunião no âmbito das negociações sobre a ACTA está a decorrer desde terça-feira em Washington, nos Estados Unidos, e termina hoje. Como é costume, a Wikileaks já tem disponível uma cópia do memorando (via Slashdot) que serve de base à agenda da reunião. O texto foi redigido pelas indústrias do direito de autor, patentes e marca registada e tem como destinatários os representantes dos países que participam na mesa das negociações. Confirmando o que já se receava, o texto integra uma série de recomendações de modo a aplicar as leis de propriedade intelectual nas alfândegas.

Em concreto, estas indústrias exigem um controlo mais apertado dos artigos de modo a detectar contracções ou material pirateado e querem que as autoridades alfandegárias coloquem os titulares de direitos a par de toda a informação relevante que possa servir para iniciar investigações privadas. Como se isto não fosse suficiente, pedem ainda não só a apreensão dos produtos como também a sua destruição.

A primeira vez que eu fiquei a par da ACTA pensei que fosse apenas uma ideia estrambólica fruto da imaginação totalitária das indústrias de conteúdos. Mas infelizmente não é. As editoras querem mesmo obrigar as alfândegas dos aeroportos a revistar os iPods dos viajantes para verificar se contêm música descarregada ilegalmente, como se depreende de uma notícia publicada esta semana pelo site australiano News.com.au segundo a qual o gabinete do ministro dos negócios estrangeiros da Austrália Stephen Smith confirmou que o seu governo é um dos países que integra as negociações relativas a um acordo internacional. A peça não refere mas tudo indica que se trate de facto da ACTA.

Quem tiver música pirateada no seu leitor de MP3 arrisca-se ao pagamento de pesadas multas e até mesmo a penas de prisão. Caso esta medida venha de facto a ser aprovada, isto irá desencadear um enorme quebra-cabeças logístico: como é que será possível determinar quais as músicas que são ilegais e as que foram legalmente copiadas pelo utilizador da sua discoteca de CDs? Pensem no tempo interminável que os funcionários das alfândegas irão perder a revistar iPods, telemóveis, computadores portáteis!! É claro que uma solução mais “fácil” para as alfândegas e bem mais favorável às editoras será pura e simplesmente estatelar ao chão todos os gadgets que contenham pelo menos uma música suspeita… Bem vindos ao Big Brother da vida real! E não, isto não é uma brincadeira! Isto é o que os políticos dos maiores países do mundo – entre os quais os Estados-membro da União Europeia – andam a tentar implementar nas costas de todo o mundo enquanto nós nos entretemos com os futebóis, as telenovelas, os Morangos com Acúcar e as Floribelas. Informem-se e passem a mensagem antes que seja tarde de mais. Depois, não digam que ninguém vos avisou.

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC 2.0 e pertence a Amit Gupta.

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O bê-á-bá da máquina de extorsão e mentira da RIAA explicado aos juízes dos EUA

reblogado do remixtures

Em princípio, o papel dos juízes consiste em fazer aplicar a Justiça em nome do povo. Como tal, pressupõe-se que a sua posição seja imparcial, esclarecida e fundada na verdade dos factos. No entanto, na prática é muito difícil atingir esse ponto de equilíbrio, sobretudo em áreas de Direito que desafiam as noções legais em que os sistemas jurídicos das sociedades contemporâneas se baseiam por dizerem respeito a tecnologias e comportamentos que ainda não se encontram tipificados e que não fazem parte do quotidiano da maioria da população.

Nos casos que dizem respeito à partilha online de ficheiros relativos a conteúdos protegidos por direitos de autor, esta situação de desajustamento entre a falta de competências e formação dos juízes encarregados de apreciarem estes casos e as potencialidades concretas da tecnologia é deveras gritante. Na maioria das situações em que cidadãos comuns e inocentes acabam por sair prejudicados, essas decisões estão erradas não por serem desonestas, por terem sido tomadas em má fá ou devido à corrupção mas pura e simplesmente por serem fruto da ignorância e do desconhecimento.

Ray Beckerman é um dos poucos advogados norte-americanos que domina realmente o funcionamento da Internet e das redes de partilha de ficheiros, sendo desde há vários anos um dos maiores defensores dos cidadãos que foram processados pela RIAA, a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana. Mas infelizmente, a sua voz acaba por passar muitas vezes ao lado dos magistrados.

Recentemente, Beckerman foi convidado pelo The Judge’s Journal, um jornal trimestral da Divisão Judicial da American Bar Association – a secção de juízes da “Ordem dos Advogados” dos EUA – a escrever um artigo para o número de Verão daquela publicação. Beckerman aceitou esta oportunidade única para dirigir-se directamente a milhares de juízes norte-americanos e escreveu um artigo intitulado “”Large Recording Companies vs. The Defenseless: Some Common Sense Solutions to the Challenges of the RIAA Litigations” (Grandes Companhias Discográficas vs Os Indefesos: Algumas Soluções de Senso Comum aos Desafios dos Lítigios da RIAA). A versão em PDF está aqui. Quem preferir, o texto também se encontra disponível em HTML.

Apesar do artigo ser algo extenso (oito páginas mais duas para as notas de rodapé), aconselho a sua leitura a todos os que sempre desejaram saber mais sobre como é que a RIAA obtém o nome do subscritor da ligação à Internet a que está associado o endereço IP do suspeito de descarregar músicas sem autorização dos detentores de direitos e o valor dos montantes exorbitantes e desproporcionais em relação ao preço de venda dos ficheiros cobrado pelos advogados da RIAA para resolver o processo sem que o caso chegue sequer a tribunal.

É certo que muitas das questões abordadas por Beckerman já foram abordadas nestas páginas, mas este artigo é de particular importância para quem tem formação jurídica pois ele integra 15 sugestões propostas por Beckerman aos juizes no sentido dos Tribunais proporcionarem uma real igualdade de oportunidades a ambas as partes como exigir que todos os casos apresentados digam respeito a factos ocorridos na sua jurisdição, analisar atentamente todas as queixas que abusem de jargão técnico para disfarçar a falta de provas, obrigar que os queixosos paguem as despesas relacionadas com o depoimento de peritos, obrigar os queixosos a pagarem as despesas judiciais do réu sempre que o tribunal indeferir uma queixa, etc.

(via TorrentFreak)

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e pertence a wwward0.

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t-shirts for geeks that do not suck

good stuff by http://internetducttape.com/2006/12/14/107-t-shirts-for-geeks-that-do-not-suck/

Being naked sucks.

Not for you, but the people around you. You might be living the geek
dream, but a chubby belly, pale skin, and the muscle tone of a newborn
calve isn’t doing anything for the people who have to look at you.

That’s why t-shirts are good.

(bad example, she probably looks good without a t-shirt)

Nerds like shirts-with-funny-things-on-them like a fat kid likes
cake. I don’t know why; I’m not a psychologist (although I play one on
the Internet). But you can use that to your advantage. It’s might be
too late to order t-shirts online in time for Christmas, but I thought
I’d continue my Gift Guide for Geeks by taking a look at some of the best shirt choices on several popular websites.

If you’re a t-shirt addict, you might want to check out some of these fine blogs that are devoted to t-shirts: addic[tee]d, Preshrunk, iloveyourshirt, and tcritic. I’m only doing this for one post; they do this all the time.

On to the t-shirts!

The usual yada-yada: if you disagree with my picks, or you think I
missed something then leave a comment and I’ll update. There are no affiliate links in this post (//engtech is a hobby, not a business).
I only directly link to the product for Threadless and Etsy, because I
know they won’t break the link when my back is turned. Photos are from
the respective websites. Am I missing a good store? Tell me.

Legend

  • tg – Think Geek is one of
    the most well known geek stores on the Internet. Penny Arcade and
    Slashdot sell stuff through them. I’ve ordered from them before.
  • jx – Jinx is a popular site with gamers. I’ve ordered from them before.
  • pr – Phatrags is a site I hadn’t heard of before. More offensive than others.
  • tsh – T-shirt Hell is another site with a lot of offensive t-shirts.
  • gv – Geek Vogue is a European site. I hadn’t heard of them before but their email inspired this post.
  • tl – Threadless constantly gets rave reviews from everyone who uses them and has a thriving community.
  • ns – Nerdy Shirts is proof that StumbleUpon can be useful.
  • fic – Found Item Clothing sells t-shirts you see in movies and on TV.
    ec – Enclothe.
  • od – Oddica.
  • et – Etsy (lots of handmade stuff here).

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Nerdyshirts

from http://www.nerdyshirts.com/

The Family Tree

You complete me

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Macgyver

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