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Rixa entre Oxford e Cambridge é levada para iTunes

http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=39816&sec=6

15/10/2008 06:10 – 892 exibições
Rixa entre Oxford e Cambridge é levada para iTunes
A rivalidade histórica entre as universidades Oxford e Cambridge dura séculos e agora foi levada para a plataforma da Apple, iTunes.

Agora, a competição que já disputou prêmios Nobel e cadeiras de primeiro ministro britânico, se estende também pelo iTunes em forma de podcast, noticiou o site The Guardian.

As universidades estão disponibilizando, simultaneamente, cerca de 450 horas de registros em áudio e vídeo, entre eles palestras, filmes e guias que podem ser baixados por qualquer usuário e gravado em um tocador portátil, como o iPod, por exemplo.

Com isso, as tradicionais universidades esperam mostrar a qualidade de seu ensino e trazer novos estudantes. Ambas as universidades negam que o lançamento simultâneo se transforme em uma corrida pela preferência no iTunes, se limitando a afirmar que estão se abrindo para uma audiência mais ampla.

O portal iTunesU pode ser acessado pelo programa da Apple em “Podcast”, por enquanto indisponível para o público brasileiro, e mais detalhes a seu respeito podem ser vistos em apple.com/education/itunesu

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A morte de Steve Jobs – Bloomberg

Virou notícia no mundo todo o obituário de Steve Jobs publicado erroneamente pela agência Bloomberg no dia 28 de agosto. O erro da agência não é novidade no meio jornalístico: não são tão raras as vezes em que uma personalidade foi “morta” antecipadamente pela imprensa. A falha é inerente à atividade humana. No caso da Bloomberg, as observações contidas no texto publicado – sobre pessoas na Apple a serem contatadas no dia da morte de Jobs e as informações factuais substituídas por espaços ocupados por XXX – aumentam ainda mais o impacto do erro cometido.

via –> http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=502IMQ006

outros links pra pra morte dele.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u438938.shtml

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/09/09/steve_jobs_ironiza_noticia_de_sua_morte_apresenta_novos_produtos_da_apple-548141913.asp

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Afinal, qual é o lugar da autoria na rede?

http://www.cronopios.com.br/site/internet.asp?id=3490

Por Fábio Oliveira Nunes

Quando a rede Internet torna-se popular no final do século XX –
oriunda da gradual abertura da estrutura descentralizada e militar da
rede americana ARPANet – configura-se um espaço aberto para todos
aqueles que até então estavam distantes do crivo hegemônico. Quer
difundir sua produção? Coloque-a na Internet, oras. Inicialmente, a
rede era propícia apenas para a divulgação de elementos textuais ou
com algumas imagens fixas de baixíssima resolução. Com a expansão da
banda larga aos usuários comuns, a rede tornou-se também o lugar de
todas as demais linguagens contemporâneas passíveis de estarem no
domínio digital, tais como, animações e vídeos com resoluções e
duração cada vez maiores.

No evento Cartografia Web Literária, realizado duas semanas atrás no
SESC Consolação, em São Paulo, com o apoio do site Cronópios, do qual
participei em uma produtiva mesa sobre as interfaces poéticas na web,
entre as questões recorrentes (e não apenas nesta mesa) está um
sentimento de inquietação de uma legião de autores que nasceram sob
uma espécie de limbo tecnológico – uma preocupação existencial que se
esboça a cada texto disposto na rede. O fato é que esse autor se
localiza em uma indeterminação de pensamentos ora contraditórios, ora
conflitantes – entre a necessária divulgação e a necessidade de
inserção em um mercado restrito, entre querer ser reconhecido, mas não
poder publicar na rede seus melhores ou recentes textos sob o risco de
ser sumariamente copiado.

A primeira resposta para o autor de conteúdos divulgados através da
rede é pensar que o maior de todos os valores é a difusão. Como bem
pontua o pensador americano John Perry Barlow em seu célebre e
pioneiro texto – de 1994! – sobre a economia em tempos de rede, Vender
vinho sem garrafas: a informação não pode ser vista pela ótica
simplista da mercadoria já que a informação torna-se mais valiosa à
medida que é difundida, quanto mais acesso, mais valor. Já a
mercadoria, limitada sob o prisma do mercado, ganha valor quando é
cada vez mais desejada, ganha valor na condição de escassez. Com a
rede, os autores caíram em si sobre algo que há muito tempo, a arte
conceitual já tinha encarado: a desmaterialização.

No fundo, antes da rede, nunca se vendeu simplesmente poemas: sempre
se venderam livros, mercadorias fisicamente tangíveis. Mesmo na
questão de direitos de autor, o que se protegia era o livro e não as
idéias, os conceitos ali presentes: estes sempre foram universais e
gratuitos. Mas, com a digitalização, perdemos os continentes e ficaram
apenas os conteúdos: não precisamos como antes do livro, da fita, do
CD ou do DVD, já estão todos trafegando como dados que vão
ricocheteando pelos cafundós do planeta (mesmo que se materializem
eventualmente em algum nó por aí). O que temos são dados que querem
ser lidos, querem se reproduzir e como seres vivos em busca de
oxigênio – contornam-se das ameaças ao seu livre trânsito e emergem.
Os dados são como as idéias. Mas pouquíssimas pessoas ainda entenderam
isso.

As empresas de software lidam com essa desmaterialização e ao mesmo
tempo ainda mantêm estruturas arcaicas de lidar com os problemas de
propriedade intelectual. E mesmo a opinião pública, ainda está muito
aquém: um projeto de um senador brasileiro sobre “segurança na rede
Internet” trouxe a tona a discussão sobre a possibilidade de
considerar crime o uso de programas compartilhadores de redes
Peer-to-Peer (P2P). Os programas P2P conectam computadores a
computadores em diversas redes de compartilhamento de arquivos e podem
promover uma difusão ainda mais democrática do que via WWW (interface
gráfica a qual estamos acostumados via navegador web, que requer um
servidor para suas páginas) – ainda que uma grande parte dos conteúdos
seja discutível.

Quando se coloca a difusão como elemento-chave, aparecem outras
soluções possíveis. No Cartografia Web Literária, se falou um pouco
sobre Copyleft – um substituto a altura da Copyright para a fluidez
que invariavelmente corre nas redes. Trata-se de uma licença que
difere da idéia de domínio público: limita o uso privado e pode
possibilitar modificações e distribuição. Softwares que não limitam
seu código fonte podem ser melhorados por outros programadores. Nesta
ótica, poemas também poderão ser melhorados por outros poetas. A rede
é o espaço para situações de colaboração que vão ser justapostas a uma
velha noção de autor e que, ao mesmo tempo, libertam as idéias da
ditadura da mercadoria, sem qualquer crise existencial.

http://www.cronopios.com.br/site/internet.asp?id=3490


Fabianne Balvedi
GNU/Linux User #286985
http://fabs.tk
“Mas quando eu crescer não dá, porque aí eu
não vou mais gostar de desenhos animados…”
Eu, com 7 anos de idade, argumentando com
meus pais sobre minha urgência em aproveitar
a infância para poder apreciar animações.
Que pequena preconceituosa era eu.

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__
Lista de Discussão do Estúdio Livre
portal colaborativo  -> http://www.estudiolivre.org/
sobre esta lista -> http://lists.riseup.net/www/info/estudiolivre

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GUERNICA EM 3D

 Guernica é um painel pintado a óleo com 782 x 351 cm, que Pablo Picasso apresentou em 1937 na Exposição Internacional de Paris.
A tela, em preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães, atualmente exposta no Museu de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelos jornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazista  tal como os viu na sua imaginação..
Agora uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na net sob a forma de um vídeo .
O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que de outro modo nos passariam despercebidos. O site oficial do vídeo está em http://www.lena-gieseke.com/guernica/guernica_v03.swf  quando termindar de assistir é só ir em salvar página que ele vai salvar o arquivo .swf do vídeo, em qualidade melhor do que a do youtube que tá aí em baixo.

 

da lista [vjbr]

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P4P: o “Cavalo de Tróia do P2P”?

reblogado do remixtures.com e Publicado 25 Ago 08

Réplica do Cavalo de Tróia

Uma das novas buzzwords no campo das tecnologias de partilha de ficheiros chama-se P4P (Proactive Network Provider Participation for P2P), uma tecnologia desenvolvida por investigadores da Universidade de Yale e de Washington que muitos ISPs estão a tentar aperfeiçoar de modo a acabar com os congestionamentos das suas infra-estruturas de rede provocados pelos protocolos de P2P que – apesar do crescimento do streaming de vídeo – ainda consomem boa parte da largura de banda disponível.

Como eu referi aqui em Março passado, a vantagem aparente do P4P é que ele faz com que qualquer aplicação de partilha de ficheiros se ligue prioritariamente aos pares situados mais próximos de nós em termos geográficos durante as transferências de dados, em vez do modo semi-aleatório de ligação do BitTorrent via P2P convencional. Como é óbvio, isto representa enorme economias de custos para os fornecedores de acesso à Internet uma vez que o tráfego local é bastante mais barato do que aquele que sai fora da rede.

Depois de um primeiro teste realizado em Fevereiro desde ano organizado pela operadora de telecomunicações norte-americana Verizon e o ISP espanhol Telefónica que registou ganhos de eficiência no P2P de 50 por cento e um aumento médio da velocidade de downloads na ordem dos 60 por cento – tendo mesmo em certos casos sido registados aumentos de 200 por cento -, em Junho voltaram a ser realizados novos testes, desta vez com a participação da Verizon e da Comcast e apesar de não terem sido divulgados quaisquer resultados, parece que a experiência correu tão bem que os investigadores já pensam em realizar uma nova ronda de testes, mas desta vez centrada no streaming de vídeo em tempo real via P2P.

Na semana passada, os investigadores da Universidade de Yale e da Universidade de Washington apresentaram os seus mais recentes resultados sob a forma de um artigo científico onde explicam mais em pormenor o modo de funcionamento desta tecnologia.

À partida, o P4P parece ser uma solução milagrosa para um problema que atormenta muitos ISPs: como lidar com esse devorador de largura de banda chamado BitTorrent? Mas o rol de inconvenientes desta solução começa quando nos damos conta de que ela exige um certo grau de colaboração entre os ISPs e os programadores de P2P de modo a que os primeiros possam comunicar ao cliente de partilha de ficheiros qual o caminho mais rápido para chegar aos conteúdos e manter o tráfego dentro da sua rede, nota Thomas Mennecke da Slyck.

Para tal, cada operador necessita de manter um iTracker, um servidor encarregado de controlar o grau de congestionamento de uma rede e que se encontra directamente ligado ao cliente de P2P sempre que é efectuado um pedido de um ficheiro. É o remédio santo para acabar com todos os congestionamentos. Mas a que custo?

Mais importante do que isso, há quem esteja bastante desconfiado com as verdadeiras intenções do grupo de trabalho e a organização por detrás do P4P, a Associação da Indústria de Computação Distribuída (DCIA). Esta entidade foi criada em 2002 por uma série de fornecedores de acesso à Internet, empresas de desenvolvimento de software P2P, bem como por vários importantes fornecedores de conteúdos como estúdios de Hollywood e produtoras de televisão (Walt Disney, Sony Pictures, AOL Time Warner, Vivendi Universal, Metro-Goldwyn-Mayer, Viacom e News America) com o propósito declarado de encontrar medidas técnicas capazes de limitar o tráfego peer-to-peer não autorizado, como alerta o Ernesto do Torrent Freak.

Segundo ele, as razões para torcer o nariz ao P4P não acabam por aqui. Tendo em conta que os utilizadores do P4P terão mais probabilidades de partilhar com pares locais, enquanto que os utilizadores de P2P convencional partilham com todos, existem motivos suficientes para suspeitar que a tecnologia poderá diminuir a velocidade das transferências de todos os utilizadores que empregarem clientes não compatível ou que estão ligados a ISPs que não suportam o P4P. Na prática, isto compromete gravemente os princípios da neutralidade da rede. Será que o P4P ainda vai acabar por ser o “Cavalo de Tróia” do P2P, a arma secreta dos ISPs para acabar com todas as partilhas de conteúdos não autorizados e criar ambiente seguro, controlado, asséptico e “aceitável”? Para um contra-argumento, leiam a posição do Janko Roettgers no P2P Blog que considera que o P4P pretende ser apenas uma entidade neutral

 

Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-ND 2.0 e pertence a GoGap.

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HyperDIY, “o 1º serviço de substituição de uma editora discográfica”

reblogado do remixtures

Nunca consigo deixar de me supreender sempre que surge uma empresa com um modelo de negócio que parece ir ainda mais longe do que se pensava que era possível no que diz respeito à desintermediação do circuito produtivo da música. Através do Digital Noise, fiquei a conhecer uma empresa chamada HyperDIY Media criada por dois músicos londrinos, Dwan Firth e Richard Godbehere, que se propõem a fornecer o “primeiro serviço de substituição de uma editora discográfica” do mundo.

Basicamente, eles comprometem-se a tratar de toda uma série de serviços que são normalmente abrangidos num contrato discográfico tradicional: desde a promoção à distribuição de um disco, passando pela mixagem/masterização, produção de vídeos, impressão de CDs, criação de MP3s, etc. Em troca, as bandas ou os músicos apenas têm que desembolsar uma quantia fixa. Assim, os artistas só têm que se preocupar com o essencial: compor, gravar e tocar.

Por enquanto, eles apenas estão a aceitar trabalhos de artistas residentes no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas a intenção deles é alargar a companhia a outros territórios. Por 299 libras ou 579 dólares (cerca de 385 euros), eles comprometem-se a tratar da masterização de um máximo de 12 músicas de modo a que o som das faixas esteja ao nível de um disco com qualidade profissional, imprimir o disco num CD-R com capa e tudo, distribuir o CD através da rede de distribuição online e offline da CDBaby, colocá-lo à venda na Amazon UK, distribuir versões digitais dos temas a lojas online como a do iTunes, produzir um press-release profissional, enviar um kit electrónico de media a uma série de profissionais/executivos da indústria discográfica e a jornalistas especializados.

Se isto parece fruta a mais, então fiquem a saber que todas as receitas geradas com o disco vão para os músicos. A HyperDIY apenas se reserva o direito de cobrar 10 por cento das vendas do CD realizadas através da Amazon UK para pagar as depesas de funcionamento. Isto vai contra todas as normas convencionais na indústria discográfica, onde as editoras se propõem a avançar com adiantamentos mas cobram em troca percentagens enormes sobre as receitas derivadas das vendas dos discos. Regra geral, as bandas acabam endividadas para o resto da vida.

De qualquer forma, para quem tem receio de entrar com uma quantia razoável, eles oferecem um pacote básico chamado Appetizer (“Aperitivo”) que dá a oportunidade de experimentar o serviço. Por apenas 99 libras ou 195 dólares (cerca de 130 euros), eles encarregam-se de masterizar uma música, distribuí-la através da loja online do iTunes e da Amazon, produzir um kit electrónico de media e elaborar press-release profissional. Quem quiser ir mais longe pode optar por pacotes mais avançados.

O serviço da HyperDIY é também interessante na medida em que eles aceitam todas as bandas independentemente da sua qualidade. Não se trata de impor filtros mas sim disponibilizar às bandas condições para divulgarem ao público o seu trabalho nas melhores condições possíveis.

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